EPR chega com cancela, mas Mandaguari não aceita ser caixa eletrônico

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Alex Padre

Teve reunião na AMUSEP, teve vídeo, teve climão e teve aquele clássico “vixiiii…” que só a política regional sabe produzir. Mas vamos organizar esse roteiro, porque no meio da fumaça o que importa mesmo é uma coisa só: o pedágio que pode voltar a morder o bolso de quem trabalha todo dia entre Mandaguari e região.


VEREADORES

Os vereadores de Mandaguari foram até a AMUSEP com uma missão simples e honesta: ir atrás de solução. E isso já merece aplauso. Política que funciona é política que levanta da cadeira, sai do gabinete e vai bater na porta. Então, ponto pros vereadores por irem lá representar o povo.

Depois disso, rolou o vídeo dizendo que eles teriam sido barrados. A internet fez o que a internet faz: aumentou, dramatizou e quase transformou tudo em novela das nove.


AMUSEP

Mas aí entra o outro lado da história. A reportagem teve acesso ao áudio do diretor da AMUSEP, Willian, que esclarece o ocorrido. Segundo ele, a reunião naquele momento era restrita a prefeitos. A orientação foi que os vereadores aguardassem, pois após o encontro o presidente da EPR, Marcos, atenderia os demais representantes. Em outras palavras: não foi veto, foi protocolo.

Audio enviado para produção:

Ou seja… não foi “expulso do rolê”. Foi “espera que já te chamam”.


Agora vamos ao elefante na sala.

O problema não é quem ficou do lado de fora da reunião.
O problema é que Mandaguari continua do lado de fora da decisão.

A EPR ganhou a concessão, ganhou estrada, ganhou contrato gigante… mas até agora não ganhou o principal: a confiança do povo. Porque diálogo não se faz só com prefeito em sala fechada. Diálogo se faz com quem passa todo santo dia pela rodovia pra ganhar o pão.

E Mandaguari já mostrou, no passado, que quando o assunto é coletivo, a cidade não foge da briga.

Na época da Viapar, o pedágio também virou símbolo de injustiça. A população foi às ruas, derrubou cancelas e criou o MTZ – Movimento Tarifa Zero. Não foi bagunça. Foi organização. E o resultado todo mundo conhece: Mandaguari conseguiu resolver com a concessionária e garantir o direito de ir e vir sem ser tratado como caixa eletrônico.

A pergunta que fica no ar agora é simples e nada confortável:

A EPR quer mesmo entrar nesse embate com Mandaguari?

Porque aqui não é cidade de sofá.
É cidade de rua.
É cidade que se une quando o bem é coletivo.

Então fica o recado elegante, mas firme:

  • Parabéns aos vereadores por irem atrás.
  • Parabéns à AMUSEP por manter o espaço institucional aberto.
  • E agora, EPR… sua vez de sair da bolha.

A população não quer barraco.
Quer negociação.

Não quer grito.
Quer resposta.

Porque estrada boa é direito.
Mas pedágio sem conversa é assalto com recibo.

E se a única coisa que a EPR fizer rápido for botar cancela… aí, meu amigo… vixiiii… Mandaguari já mostrou que sabe muito bem como derrubar.

Mandaguari quer estrada.
Mas quer respeito junto no pacote.

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