
Teve reunião na AMUSEP, teve vídeo, teve climão e teve aquele clássico “vixiiii…” que só a política regional sabe produzir. Mas vamos organizar esse roteiro, porque no meio da fumaça o que importa mesmo é uma coisa só: o pedágio que pode voltar a morder o bolso de quem trabalha todo dia entre Mandaguari e região.
VEREADORES
Os vereadores de Mandaguari foram até a AMUSEP com uma missão simples e honesta: ir atrás de solução. E isso já merece aplauso. Política que funciona é política que levanta da cadeira, sai do gabinete e vai bater na porta. Então, ponto pros vereadores por irem lá representar o povo.
Depois disso, rolou o vídeo dizendo que eles teriam sido barrados. A internet fez o que a internet faz: aumentou, dramatizou e quase transformou tudo em novela das nove.
AMUSEP
Mas aí entra o outro lado da história. A reportagem teve acesso ao áudio do diretor da AMUSEP, Willian, que esclarece o ocorrido. Segundo ele, a reunião naquele momento era restrita a prefeitos. A orientação foi que os vereadores aguardassem, pois após o encontro o presidente da EPR, Marcos, atenderia os demais representantes. Em outras palavras: não foi veto, foi protocolo.
Audio enviado para produção:
Ou seja… não foi “expulso do rolê”. Foi “espera que já te chamam”.
Agora vamos ao elefante na sala.
O problema não é quem ficou do lado de fora da reunião.
O problema é que Mandaguari continua do lado de fora da decisão.
A EPR ganhou a concessão, ganhou estrada, ganhou contrato gigante… mas até agora não ganhou o principal: a confiança do povo. Porque diálogo não se faz só com prefeito em sala fechada. Diálogo se faz com quem passa todo santo dia pela rodovia pra ganhar o pão.
E Mandaguari já mostrou, no passado, que quando o assunto é coletivo, a cidade não foge da briga.
Na época da Viapar, o pedágio também virou símbolo de injustiça. A população foi às ruas, derrubou cancelas e criou o MTZ – Movimento Tarifa Zero. Não foi bagunça. Foi organização. E o resultado todo mundo conhece: Mandaguari conseguiu resolver com a concessionária e garantir o direito de ir e vir sem ser tratado como caixa eletrônico.
A pergunta que fica no ar agora é simples e nada confortável:
A EPR quer mesmo entrar nesse embate com Mandaguari?
Porque aqui não é cidade de sofá.
É cidade de rua.
É cidade que se une quando o bem é coletivo.
Então fica o recado elegante, mas firme:
- Parabéns aos vereadores por irem atrás.
- Parabéns à AMUSEP por manter o espaço institucional aberto.
- E agora, EPR… sua vez de sair da bolha.
A população não quer barraco.
Quer negociação.
Não quer grito.
Quer resposta.
Porque estrada boa é direito.
Mas pedágio sem conversa é assalto com recibo.
E se a única coisa que a EPR fizer rápido for botar cancela… aí, meu amigo… vixiiii… Mandaguari já mostrou que sabe muito bem como derrubar.
Mandaguari quer estrada.
Mas quer respeito junto no pacote.
Ultimas Notícias
Ouça Nossa Rádio




Redes Socias



