1 ano de Câmara Municipal de Mandaguari – PARTE 02

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Alex Padre

1 ano de Câmara Municipal de Mandaguari — PARTE 2

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O MEIO DA TABELA

Quando não é desastre, mas também não é exemplo

Depois do pódio, a política entra no território mais confortável que existe: o meio da tabela.

É ali que o vereador não vira herói, não vira vilão e quase nunca vira assunto.
Não gera aplauso, não causa escândalo e dificilmente vira cobrança.

Nesta parte do especial estão os mandatos que ficaram entre o topo e o fundo do ranking, próximos da média geral da Câmara, que foi de 48,89%.
Não fizeram feio a ponto de constranger, mas também não entregaram o suficiente para justificar elogio.

É o famoso mandato que passa…
e só.


COMO INTERPRETAR O MEIO DA TABELA

Os vereadores deste grupo apresentam algumas características em comum:

  • produção legislativa existente, mas irregular

  • gastos que não explodem, mas também não se destacam

  • atuação que mantém o mandato “funcionando”, sem gerar legado

O meio da tabela é confortável.
E justamente por isso, perigoso.


DANILO SABINO — MUITO MOVIMENTO, RESULTADO MEDIANO

Aproveitamento: 59,85%

  • 14 projetos de lei
  • 66 requerimentos
  • R$ 2.000 em gastos

Danilo é aquele vereador que nunca está parado.
Sempre tem pedido, cobrança, requerimento, protocolo. A mesa vive cheia.

O problema é que movimento não é sinônimo de impacto.
O índice até segura, mas claramente inflado pela quantidade de ações administrativas. Produção legislativa existe, porém não acompanha o barulho.

👉 Trabalha? Sim.
👉 Resolve? Às vezes.
👉 Impressiona? Não muito.

Corre bastante, mas ainda não chegou no pódio.


ALÉCIO BENTO DA SILVA — ECONOMIA EXEMPLAR, ENTREGA DISCRETA

Aproveitamento: 58,5%

  • 7 projetos de lei
  • 38 requerimento
  • R$ 500 em gastos

Alécio é o vereador mais econômico da Câmara — e isso conta ponto.
Gasta pouco, não pesa no caixa e não cria dor de cabeça financeira.

Em compensação, a produção legislativa é tímida.
O mandato é correto, mas sem ousadia. Não atrapalha, mas também não lidera.

👉 Ótimo para o orçamento.
👉 Fraco para o protagonismo.
👉 Um mandato que cumpre tabela com educação.


SEBASTIÃO ALEXANDRE — QUANDO O CUSTO PASSA DO RESULTADO

Aproveitamento: 35,16%

  • 9 projetos de lei
  • 65 requerimentos
  • R$ 4.250 em gastos, sendo R$ 2.000,00 anulado

Sebastião fecha o bloco do meio, já flertando perigosamente com a parte de baixo do ranking.

Os gastos são consideráveis, mas a entrega legislativa não acompanha. O índice cai porque a matemática é simples: custo alto com produção limitada não fecha a conta.

👉 Não é o pior desempenho da Câmara.
👉 Mas também não é aceitável como padrão.
👉 Aqui o alerta já está ligado.


📊 O RETRATO DO MEIO DA TABELA

Danilo, Alécio e Sebastião representam bem esse grupo:

  • mandatos ativos, mas irregulares

  • números que não empolgam

  • desempenho que não gera crise, mas também não cria legado

O meio da tabela é confortável.
E justamente por isso, perigoso.

Porque logo abaixo desse grupo estão os números que realmente incomodam.

Na PARTE 3, entram:

  • o presidente da Câmara

  • o vereador que escorregou no índice

Aí não tem meio-termo.
É onde o custo pesa, a entrega some e o discurso começa a suar.

Continua…


ESCLARECIMENTO

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A redação permanece aberta ao contraditório, ao direito de resposta e à atualização das informações, desde que fundamentadas em dados públicos verificáveis.


OBSERVAÇÃO FINAL

Crítica administrativa baseada em dados oficiais não configura ataque pessoal, mas exercício regular do direito à informação e à fiscalização do poder público.

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