1 ano de Câmara Municipal de Mandaguari — PARTE 03

capa video
Alex Padre

1 ano de Câmara Municipal de Mandaguari — PARTE 3

🔗 Vídeo desta parte:

ASSISTA AQUI


O FUNDO DA TABELA

Onde o custo pesa, a entrega some e o discurso começa a suar

Chegamos à parte mais sensível deste especial.

Aqui estão os três piores índices do primeiro ano de mandato, considerando projetos de lei, requerimentos/indicações e gastos declarados, sempre com base em dados públicos oficiais.

Não se trata de ataque político.
Trata-se de matemática aplicada à função pública.

Quando a entrega é baixa e o custo não acompanha, o índice cai.
Simples assim.


COMO INTERPRETAR O FUNDO DO RANKING

Os vereadores desta parte do ranking apresentam características comuns:

  • produção legislativa limitada

  • gasto que não se converte em resultado

  • desempenho abaixo da média geral da Câmara

Contexto existe.
Mas não entra na fórmula.


EDILSON MONTANHERI

Presidente da Câmara, baixo índice legislativo

Aproveitamento: entre os mais baixos do ranking
Projetos de lei: 10
Requerimentos: 16
Gastos: R$ 5.000

Edilson Montanheri aparece no fundo do ranking — e isso exige leitura institucional.

Como presidente da Câmara Municipal, grande parte de sua atuação está voltada à condução administrativa da Casa: sessões, pautas, articulação política e gestão interna. Esse fator explica, mas não altera o resultado técnico do índice.

O levantamento mostra que:

  • a produção legislativa autoral é reduzida

  • os gastos não se refletem em entrega legislativa proporcional

  • o cargo institucional pesa mais que a atuação como vereador comum

Presidir a Câmara dá protagonismo político.
Mas não gera pontuação no índice.


RIVELINO LEANDRO DA SILVA

Atuação intensa fora do PL, baixo peso no cálculo final


📌 Projetos de lei: baixo número
📄 Indicações/Requerimentos: 30 porem indicação 81
💰 Gastos: R$4.770,00

Rivelino figura entre os últimos colocados principalmente por um critério objetivo: a baixa quantidade de projetos de lei, que possui maior peso no cálculo do índice.

Por outro lado, o vereador se destaca como um dos mais ativos em indicações, ultrapassando a marca de 80 documentos apresentados no período analisado. Caso esse fator tivesse maior peso, o desempenho final não seria tão baixo.

O índice revela:

  • presença constante no dia a dia do Executivo

  • atuação focada em cobrança e demandas pontuais como exemplo transito

  • menor dedicação à produção legislativa autoral

Não há omissão, mas há descompasso entre atuação prática e critério legislativo.

O alerta existe.
Mas o número precisa ser lido com contexto.


CLAUDETE PEREIRA VELASCO


O pior índice do primeiro ano

Projetos de lei: 10
Requerimentos: 59
Gastos: R$ 7.000,00, sendo R$1.750,00 anulado

Claudete encerra o ranking com o pior índice geral do primeiro ano de mandato.

A produção legislativa é reduzida, os requerimentos não compensam e os gastos não se traduzem em entrega mensurável. Além disso, a vereadora exerce outro cargo público, atuando também na Agência do Trabalhador, o que impacta diretamente a dedicação ao mandato legislativo.

Dois cargos.
O mesmo espaço de tempo.
O desempenho do índice baixo.

Aqui, o número não deixa margem para interpretação otimista.


ESCLARECIMENTO SOBRE DIVERGÊNCIA DE DADOS

Após a apuração, a vereadora Claudete Pereira Velasco apresentou à redação um relatório interno com informações diferentes das disponíveis no site oficial da Câmara e no Portal da Transparência.

O documento, entretanto, não está disponível para acesso público, impossibilitando sua verificação por qualquer cidadão. Em respeito à Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), esta análise permanece fundamentada exclusivamente em dados oficiais de transparência ativa.

Eventuais divergências devem ser esclarecidas e corrigidas pelo próprio órgão responsável.


O RETRATO DO FUNDO DA TABELA

Montanheri, Rivelino e Claudete representam três problemas distintos:

  • o peso institucional que reduz entrega legislativa

  • um mandato ativo fora do PL

  • e um desempenho que não justifica o custo

Contexto explica.
Mas o índice permanece.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este especial não aponta culpados.
Aponta números.

A transparência não acusa ninguém — ela apenas expõe.
E os dados analisados aqui são públicos, verificáveis e acessíveis a qualquer cidadão.

No próximo ano, os números podem mudar.
A planilha aceita atualização.
O eleitor também.


ESCLARECIMENTO

Esta publicação tem caráter estritamente jornalístico e informativo, baseada exclusivamente em dados públicos, extraídos do site oficial da Câmara Municipal e do Portal da Transparência, conforme determina a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e os princípios constitucionais da publicidade e da transparência administrativa.

Não há, em nenhum momento, imputação de crime, irregularidade administrativa ou conduta ilícita a qualquer agente público mencionado. A análise limita-se à organização, comparação e interpretação de informações oficialmente divulgadas pelo próprio Poder Legislativo, sem juízo de valor pessoal ou acusação individual.

Eventuais divergências entre dados internos apresentados por agentes públicos e aqueles disponíveis nos canais oficiais de transparência não podem ser atribuídas à imprensa, cabendo exclusivamente ao órgão responsável a correção, atualização ou esclarecimento das informações publicadas.

Registre-se que:

  • dados não disponibilizados em plataformas públicas não possuem presunção de conhecimento geral;

  • relatórios internos, quando não publicizados, não substituem informações oficiais de transparência ativa;

  • o exercício da atividade jornalística é protegido pela liberdade de imprensa e pelo direito constitucional à informação, nos termos do artigo 220 da Constituição Federal.

A redação permanece aberta ao contraditório, ao direito de resposta e à atualização das informações, desde que fundamentadas em dados públicos verificáveis.


OBSERVAÇÃO FINAL

Crítica administrativa baseada em dados oficiais não configura ataque pessoal, mas exercício regular do direito à informação e à fiscalização do poder público.

Facebook
WhatsApp