O governo do Paraná lançou o programa Casa da Mulher Paranaense, que promete ser um divisor de águas para o empoderamento feminino no estado. Serão 10 unidades espalhadas por cidades com mais de 10 mil habitantes, oferecendo capacitação profissional, empreendedorismo com crédito a juro zero e um suporte essencial para as mulheres crescerem. Além disso, 72 veículos foram entregues para fortalecer políticas públicas voltadas ao público feminino.

Até aí, tudo lindo, né? Mas tem cidade que ficou só assistindo de longe, sem direito a bilhete de embarque. Um exemplo? Paiçandu, que até criou uma SECRETARIA de Políticas Públicas para Mulheres no ano passado, mas esqueceu de fazer o dever de casa. E olha que nem era uma redação de 30 linhas, era só entregar o Plano Municipal de Políticas para as Mulheres dentro do prazo, que vencia em fevereiro deste ano. Mas não, o plano só foi parido no dia 7 de março, perdendo o prazo e o benefício. Resultado? Adeus, Casa da Mulher Paranaense!

É como marcar um date com o futuro e simplesmente não aparecer. Criar uma secretaria sem planejamento é igual comprar um carro sem rodas: bonito na garagem, mas sem chance de sair do lugar. Enquanto isso, cidades menores que Paiçandu – com menos população, menos recursos, menos desculpas – deram um show de competência e garantiram a adesão ao programa.

Agora fica a dúvida: o prefeito vai tentar correr atrás do prejuízo ou vai seguir firme na filosofia do “só observo”? Porque, até agora, quem tá sendo carregado pela maré é a população – e não tem nem boia pra segurar.

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