Por Alex Domingues
Se você achou que a eleição de 2026 ia demorar para esquentar, sinto informar que o parquinho já pegou fogo e os bombeiros estão de folga. Na última quarta-feira (6), a Câmara Municipal de Londrina virou uma espécie de filial da Operação Lava Jato. O pretexto oficial era entregar o título de Cidadão Benemérito ao deputado federal Felipe Barros. Uma homenagem justa, claro, mas política sem uma segunda (ou terceira) intenção é igual a pastel de feira sem vento: simplesmente não existe.
E quem apareceu por lá para garantir que Mandaguari saísse bem nas fotos oficiais? O nosso vice-prefeito, Ney da Retivale.
Ney, que não dorme no ponto e sabe que o seguro morreu de velho, tratou de colar no senador Sérgio Moro e em Deltan Dallagnol. Olhando as imagens que circularam, a quantidade de votos potenciais (e de Processos aquivados) por metro quadrado ali era de assustar qualquer mortal.



Para quem gosta de analisar o tabuleiro antes das peças começarem a voar, o desenho para daqui uns anos ficou mais claro que a luz do sol: Moro quer a cadeira de Governador pelo PL, enquanto Felipe Barros e Deltan vão disputar o Senado para ver quem tem mais curtidas e engajamento no Instagram. É a velha tática de amarrar o bode na sombra antes que a tempestade comece.
Enquanto a cúpula se ajeita e o Ney com o topo da pirâmide da direita paranaense, este que vos escreve segue aqui, na humilde bancada de comentarista, acompanhando a dança das cadeiras. Afinal, ver político em ano pré-eleitoral é mais previsível do que piada de pavê em ceia de Natal.
O tabuleiro de 2026 está montado e nós vamos seguir de olho. Se você tem estômago fraco para os bastidores, é melhor mudar de site. O show está só começando!
