No livro que estou para lançar, dedico um capítulo inteirinho à “Oposição de Condomínio”: aquela meia dúzia de desocupados que habita os grupos de WhatsApp, acha que o administrador do grupo é o prefeito e tenta te convencer, com unhas e dentes, de que vídeo mofado enviado com a etiqueta “Encaminhada com frequência” é o furo jornalístico do ano.


A última “bomba” dos nossos guerreiros de teclado foi um vídeo antigo do vereador e tambem nas horas vagas ciclista Eron Barbiero falando das rodovias. A turma que passa o dia coçando e caçando print para distorcer já saiu gritando no grupo: “Olha lá, virou garoto-propaganda do pedágio!”. Calma, meus heróis da poltrona. Este “Sabido” aqui tem olho clínico (mesmo que meio vesgo) e não cai em edição de quem ainda está aprendendo a usar o CapCut.


Vejamos o que a “turma da bolha” tentou esconder entre uma figurinha de “Bom Dia” e um link de golpe da Shein:

  • O “Shape” de Época: Gente, o visual não mente. No vídeo, o Eron ostenta aquele shape clássico da fase das bochechas generosas. Qualquer um que sai da bolha do WhatsApp e olha para a rua sabe que hoje o homem está fininho, esculpido a base de muito monjaro (embora ele jure que é só reeducação alimentar).
  • O Arqueólogo de WhatsApp: O registro tem mais de um ano! Foi gravado quando a EPR ainda estava ajeitando o terreno e o mato quase engolia a pista. Desenterrar isso agora para criticar as cancelas atuais é o ápice do desespero. É o mesmo tipo de inteligência de quem guarda panfleto de supermercado de 2015 e vai no caixa hoje exigir que a picanha custe vinte reais.
  • A Crise de Grandeza da “Cidade de 6 Pessoas”: É fascinante a sociologia de botequim desses grupos. O sujeito digita uma groselha, três parentes e dois fakes dão um emoji de “joinha”, e ele jura que Mandaguari inteira parou para ouvir o seu manifesto. Eles não têm um eleitorado, eles têm uma chamada de vídeo de domingo.

Como humorista, eu fico até comovido com esse esforço hercúleo de passar vergonha em praça virtual. Querem fazer oposição? Estudem, peguem fatos de hoje. Ficar requentando video velho no micro-ondas do WhatsApp só serve para o pessoal rir da cara de vocês no print seguinte.


Fica a dica para os detetives de sofá: antes de repassar o “furo de reportagem” que vai derrubar o sistema, dá uma olhada no rosto do cidadão. Se a bochecha for de arquivo, a única coisa que está bombando é a sua falta do que fazer.

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